Exportações de Carne Saltam 20%: JBS é a Melhor Ação para Lucrar?

Brasil registra alta de 20% no volume de carne bovina exportada. Veja por que analistas do BofA e BBA apontam a JBS como a favorita do setor.

Por Redação, FAM FINANÇAS | PORTAL DE FINANÇAS, CARTÕES E INVESTIMENTOS.

Atualizado há 1 mês(es)
Close de um porto moderno com guindastes carregando contêineres refrigerados em um navio cargueiro sob o pôr do sol, simbolizando exportações brasileiras.
Exportações de Carne Brasil e JBS - FAM Finanças
Imagem: InfoMoney (Geral)

O setor de agronegócio brasileiro continua a demonstrar por que é o motor da economia nacional. No primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de proteína mantiveram um ritmo de crescimento acelerado, consolidando a posição do país como o principal player global em um cenário de oferta restrita. Dados recentes da balança comercial revelam que a carne bovina foi o grande destaque, com um salto impressionante de 20% em volume na comparação anual.

Desempenho por Segmento: O Triunfo da Carne Suína e Bovina

Apesar das incertezas macroeconômicas globais, a demanda internacional pelos produtos brasileiros permanece robusta. O Bank of America ressaltou que o Brasil está estrategicamente posicionado para capturar valor em um mercado onde a oferta global de proteína está bastante limitada. Confira os números consolidados do primeiro trimestre:

  • Carne Bovina: Alta de 20% em relação ao ano anterior.
  • Carne Suína: Crescimento de 15% ao ano.
  • Frango: Aumento de 5%, superando as expectativas iniciais de queda.

Entretanto, o mês de março trouxe um sinal de alerta para os investidores. Houve um recuo pontual nas exportações de aves (-8%) e bovinos (-6%), influenciado diretamente pela menor demanda vinda dos Estados Unidos e da China. Por outro lado, a carne suína atingiu níveis recordes, com alta de 11% apenas em março, mostrando a resiliência do segmento suinícola.

Custos e Margens: O Alívio nas Rações

Para o setor de aves, o Bradesco BBI aponta que, embora os preços de venda enfrentem pressão, houve um alívio significativo nos custos de produção. A ração, que representa cerca de 63% dos custos totais, registrou uma queda de 9% no primeiro trimestre de 2026. Esse movimento é crucial para manter a rentabilidade das empresas em um momento onde o mercado mundial monitora riscos de estagflação no radar devido aos conflitos geopolíticos.

JBS (JBSS32) e Minerva (BEEF3): As Preferidas dos Analistas

No tabuleiro das ações, a JBS continua sendo a 'top pick' (escolha principal) de grandes casas de análise como o Itaú BBA e o Bradesco BBI. A tese de investimento na gigante global baseia-se em sua diversificação geográfica e de proteínas, o que mitiga riscos específicos de cada mercado. Além disso, o valuation da JBS ainda é considerado descontado frente aos seus pares globais, com a expectativa de inclusão em índices americanos servindo como um gatilho para valorização adicional.

A Minerva (BEEF3) também mantém uma visão construtiva, beneficiada pelos fluxos de exportação que funcionam como um amortecedor contra a volatilidade do mercado interno. Já para a BRF, a recomendação permanece neutra, visto que o setor de aves enfrenta spreads mais pressionados. É importante notar que as tensões entre potências podem impactar o câmbio e as commodities, similar ao que observamos quando ações europeias saltam em momentos de trégua internacional.

A Visão do Especialista

O cenário para as proteínas brasileiras em 2026 é de otimismo cauteloso. O Brasil se beneficia de um ciclo do gado favorável em comparação aos EUA, onde a oferta está em baixa histórica. A JBS se destaca não apenas pelo tamanho, mas pela agilidade em redirecionar volumes para mercados mais lucrativos, como a China, que deve esgotar sua cota anual de importação brasileira antes do previsto. Para o investidor, o foco deve ser na eficiência operacional e na capacidade de repasse de preços. O momento exige atenção aos custos de grãos (milho e soja), mas a posição soberana do Brasil como exportador líquido garante uma margem de segurança que poucos setores da bolsa oferecem atualmente.

Fonte: InfoMoney (Geral)

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